Parece-me impossível como uma página vazia é agora reflexo de tudo o que consigo ser. Como, tão conscientemente, as letras começaram a ser estranhas e tudo se tornou fosco em volta delas. Fico horas em frente àquela página vazia que teimo em querer preencher. Culpa minha em me acreditar capaz de um rabisco, quando até esse eu termino por tornar inexistente. Perdi demais de mim pelo caminho. Talvez a escrita (já) não faça parte deste físico.
Talvez. Serei apenas isso por agora: um talvez.
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