sexta-feira, 1 de setembro de 2017

dos infinitos (não) felizes

Há uma teoria em que de todos os não que dizemos nasce um outro universo em que dizemos sim. O que trocado por miúdos deve querer dizer que de todas as infinitas possibilidades ignoradas, o meu (nosso) universo dividiu-se em infinitos paralelos. E infinito deve até deixar de ter significado quando também as escolhas daqueles que estão no nosso caminho (ou que já passaram por ele) fazem nascer outros tantos.
É só quando as lágrimas me tocam que penso nisto porque algures por aí deve ter uma igual a mim que é feliz.
Uma que decidiu virar costas quando eu escolhi ficar. Uma que sonha ainda mais alto que eu e uma que tem os pés tão na terra que vive sem saber o que é voar. Uma que vive só e uma que não está sozinha nem por um segundo. Uma que teve a força que eu não tive ou a coragem que eu só tive em metade. Uma que seguiu o sonho de infância que em nada se revelou ser o meu. Uma que até gosta de ervilhas. Uma que...
É só quando as lágrimas me tocam que penso nisto porque algures por aí deve ter uma igual a mim que nem sequer existe porque outra pessoa decidiu dizer não. Hoje, eu queria ser eu onde não há um eu.
A todas de mim que fiz nascer neste segundo: sejam felizes.

Sem comentários:

Enviar um comentário