sábado, 1 de novembro de 2014

sinto-me tão pequena

Sinto-me tão pequena. Sinto-me tão pequena que espero ser invisível o suficiente para que ninguém me pergunte o porquê dos meus olhos inchados, do meu modo silencioso e da minha incapacidade em impedir as lágrimas por mais de cinco minutos. És-me tanto. Era-te tanto; sou-te tanto. Tenho dificuldade em conjugar o verbo. Por muito que perceba, não me consigo impedir de sentir. Sinto-me tão pequena. Dizias que era eu o teu pilar de vida. Dizias que nunca me deixarias; que nunca teria de sofrer sozinha e que era eu a razão para ainda teres batimento cardíaco. Onde estás? Onde estás, agora que a minha respiração se tornou irregular? Precisaste de fugir, mas não fugiste comigo. Deixaste-me aqui sem alguém que conjugue um patronus àqueles que querem sugar a minha alma. Só espero que sejas realmente feliz nesse sítio onde estás agora. Sinto-me tão pequena. Estou do teu lado; tu já não estás do meu.

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